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Raízes Coloniais de Gramado

Um passeio pelas Raízes Coloniais de Gramado

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O tour Raízes Coloniais de Gramado é um passeio altamente cultural, o turista conhece o local onde surgiu o povoamento de Gramado, mergulha nas origens da imigração italiana e faz uma verdadeira viagem no tempo, conhecendo a bonita zona rural da cidade. Idealizado pela Brocker Turismo, o roteiro possui 5 paradas e dura cerca de 4 horas, percorrendo a Linha Nova e a Linha Bonita.

A princípio eu pensei que o passeio fosse bem basicão, sem graça e só pra “encher linguiça” mas quebrei a cara ao pensar assim, eu adorei o passeio e vou falar tudo sobre ele agora. Foi uma das coisas mais legais que fiz em Gramado. Fiz o tour durante participação no Blogueiros em Gramado, um encontro de blogueiros na Serra Gaúcha.

Tour Raízes Coloniais de Gramado

Tradicionalmente o passeio é realizado em uma jardineira mas, no dia do meu passeio, o tour Raízes Coloniais de Gramado foi realizado no micro ônibus da Brocker Turismo. O passeio deve ficar mais legal com a jardineira, mas por outro lado fica muito mais confortável neste ônibus, mais moderno, possui ar condicionado e bancos confortáveis.

Jardineira - Raízes Coloniais de Gramado
Jardineira

O passeio é todo guiado e possui 5 paradas: Casa CentenáriaMoinho CavichionErvateria MarconMuseu FiorezeCafé Colonial da Família Foss. Enquanto seguia rumo à primeira parada, o guia contava algumas histórias interessantes e interagia com os turistas, mas nem era preciso gastar muita lábia, a primeira parada está a menos de 5 quilômetros do Centro de Gramado e o trajeto é todo asfaltado, sim, a Zona Rural de Gramado possui 80% das estradas asfaltadas, que luxo!

Antes de detalhar o roteiro, quero propor um desafio: todos os locais que visitei tem algo bem bacana em comum, se você prestar atenção nas fotos, conseguirá identificar. Eu achei isso o máximo, fez eu gostar ainda mais do passeio. No fim do post eu falo o que é, mas não vale ir lá agora e ver, quebre a cabeça primeiro ok?

Casa Centenária

A primeira parada é no local mais fotogênico do passeio. A Casa Centenária é uma representação de uma casa no início da colonização de Gramado, é fotogênica pois além de todo o seu charme possui muito verde do interior gramadense ao redor, compondo um lindo cenário.

A casa foi construída em madeira e está sobre um porão de pedras, onde até hoje são conservados vinhos, queijos e salames. Como não havia energia elétrica na época, a solução era conservar os produtos neste porão. Não foi possível conhecer o interior da casa, apenas os fundos, onde haviam algumas ovelhas. Aproveitei para interagir com elas, dando milhos e fazendo carinho.

Casa Centenária - Raízes Coloniais de Gramado
Casa Centenária - Raízes Coloniais de Gramado
Casa Centenária - Raízes Coloniais de Gramado
Casa Centenária - Raízes Coloniais de Gramado

Talvez se eu conhecesse o interior da casa, esta parada ficaria ainda mais interessante. As fotos ficam muito bonitas, tive sorte do dia estar com tempo aberto e céu com poucas nuvens. Dependendo do ângulo, as fotos ficam fantásticas, como esta foto abaixo.

Casa Centenária - Raízes Coloniais de Gramado

Moinho Cavichion

Calma, respira, não paramos apenas para ver um moinho e não é um moinho qualquer. O Moinho Cavichion é uma construção de 1920 junto à uma casa tipicamente italiana, feita em pedras e madeira. O primeiro passo é conhecer o interior da casa e ter uma verdadeira aula de história, mas de uma maneira bem descontraída e diferente.

A Dona Maristela recebe à todos com um aperto de mão e conta a história de sua família e da propriedade, uma espécie de teatro, bem divertido, mostrando objetos usados na época e interagindo com os visitantes. Depois da divertida aula, Dona Maristela mostra como era o processo de produção da farinha de milho como antigamente e oferece alguns doces para o visitante experimentar. Tem até um triturador de milho que chacoalha em movimento circular, parece estar rebolando, foi apelidado de Carla Perez.  😮

Moinho Cavichion - Raízes Coloniais de Gramado
Moinho Cavichion - Raízes Coloniais de Gramado
Moinho Cavichion - Raízes Coloniais de Gramado

Depois de ouvir as explicações é hora de conhecer o Moinho Cavichion, que fica nos fundos da casa. O Moinho é movido pela força da roda d’água e em seu interior há ferramentas e equipamentos que foram utilizados no início do século XX. Alguns metros abaixo do moinho, há uma igrejinha, a Igreja de São Pedro Claver. Você passará na porta dela ao seguir para o próximo ponto de parada.

Moinho Cavichion - Raízes Coloniais de Gramado
Moinho Cavichion

Ervateria Marcon

Hora de provar o chimarrão! A Ervateria Marcon funciona há vários anos e todo o seu sistema foi construído pela Família Marcon, nada de máquinas e tecnologia, tudo feito artesanalmente. Até hoje eles produzem a mais tradicional erva-mate gramadense, a matéria prima do chimarrão.

Após ser recebido pela família Marcon, o visitante ouve explicações sobre os processos de produção da erva-mate e vê de perto os equipamentos criados pela família, feitos de madeira. A explicação é rápida e interessante.

Fábrica de Erva Mate Marcon - Raízes Coloniais de Gramado
Fábrica de Erva Mate Marcon - Raízes Coloniais de Gramado
Fábrica de Erva Mate Marcon - Raízes Coloniais de Gramado
Fábrica de Erva Mate Marcon - Raízes Coloniais de Gramado

A última parte do passeio na Ervateria Marcon é provar o chimarrão, produzido por lá e muito tradicional no estado do Rio Grande do Sul. A bebida é uma espécie de chá, eu não sou muito fã de chás então não curti muito o chimarrão, mas eu pensei que a bebida fosse muito amarga, e não é. O chimarrão é bem leve e deve fazer bem ao organismo, já que é feito à base de ervas. Experimentar é comigo mesmo.

Fábrica de Erva Mate Marcon - Raízes Coloniais de Gramado

Em seguida embarcamos novamente no ônibus para seguir para a próxima parada do Tour Raízes Coloniais de Gramado, o Museu Fioreze.

Museu Fioreze

O Seu Nelson Fioreze é um figuraça! É ele quem recebe os visitantes na chegada e os guia até a entrada do seu Museu, o Museu Fioreze. Mas antes de entrar no museu, fiquei admirando o belo jardim da casa, super bem cuidado e com belas flores.

O acervo do museu possui peças antigas, todas guardados pelo Seu Nelson, uma verdadeira aula sobre a imigração italiana. Destaco os diversos modelos de rádio, sanfonas, tocadores de disco, fotos, armas e máquinas de costura. Mas o mais legal do passeio é que o Seu Nelson é super engraçado, enquanto explica a história de alguns objetos, o visitante cai na gargalhada com a “cara de pau sadia” dele.

Museu Fiorezze - Raízes Coloniais de Gramado
Seu Nelson Fioreze
Museu Fiorezze - Raízes Coloniais de Gramado
Museu Fiorezze - Raízes Coloniais de Gramado
Museu Fiorezze - Raízes Coloniais de Gramado

Por fim o visitante vai até a “farmácia”, é assim que Seu Nelson chama o local onde os visitantes degustam vinhos, licores e suco de uva. Provei o suco, que delícia. A Kaká gostou do licor e até comprou 1 pra levar pra casa, é muito bom também. A “farmácia” do Seu Nelson é uma lojinha onde é possível comprar alguns produtos.

Museu Fiorezze - Raízes Coloniais de Gramado
“Farmácia” do Seu Nelson Fioreze

Café Colonial da Família Foss

Não dava pra conhecer as raízes coloniais de Gramado sem provar as delícias produzidas na região. A última parada do passeio é na Família Foss, os visitantes são recebidos na porta, ao som da sanfona e das músicas típicas italianas. E toda a família está por ali para receber os visitantes, até as crianças.

Após a calorosa recepção, é hora do banquete. Salames, queijos, geleias, cucas e pão quentinho, que acabara de sair do forno, com manteiga caseira que até derrete, que delícia. E ainda tem o suco de uva, super concentrado e docinho, delicioso. O café colonial é super bem servido, é tudo muito gostoso. A Dona Zulmira Foss parte o pão quentinho na hora, a todo momento, é uma tentação.

Café Colonial Família Foss - Raízes Coloniais de Gramado
Café Colonial Família Foss - Raízes Coloniais de Gramado
Café Colonial Família Foss - Raízes Coloniais de Gramado

Pra fechar o passeio com chave de ouro, Pedro Foss e família mostram a herança das origens italianas: a música. E eles pedem para os visitantes “ensaiarem” os passinhos das músicas, como a divertida música da Polenta. Apesar de bater aquele cansaço de final de dia, não dá pra ficar parado com as animadas músicas. “Ôôôôôô, bela polenta cosi!”

Café Colonial Família Foss - Raízes Coloniais de Gramado

Quanto custa? Onde comprar o passeio?

O tour Raízes Coloniais de Gramado custa R$149,00 por pessoa, já incluso transporte (a partir da Estação Jardineira), entrada em todos os locais visitados, guia e o café colonial. Crianças até 5 anos (no colo) não pagam. Leve dinheiro para comprar itens como geleias, licores, vinhos, etc.

O passeio deve ser comprado com antecedência nas lojas da Brocker Turismo ou no site da empresa. O local de embarque para o passeio é a Estação Jardineira de Gramado (Av. das Hortênsias, 1710), no Centro de Gramado. Às segundas e quintas feira, o embarque acontece às 13h30 e aos sábados às 9h, nos outros dias da semana o passeio não acontece.

Ah, e eu já ia me esquecendo, lembra que falei no início do post sobre algo em comum entre os locais visitados que eu achei bem bacana? E ai, descobriu o que é? Peeeeensa, peeeeensa. Tá, eu vou falar o que é.

Bom, se prestar atenção nas fotos vai ver que todas as famílias recebem os visitantes na porta, pegam na mão de um por um e alguns dão até beijo no rosto, eu achei esta forma de receptividade o máximo. Não me recordo desta situação em algum outro lugar, acho que isso enriquece ainda mais o passeio.

Casa Centenária - Raízes Coloniais de Gramado

Agora que você já sabe tudo sobre o passeio pelas Raízes Coloniais de Gramado, já pode incluir a atração no seu roteiro. E não esquece de reservar com antecedência tá? O passeio é muito legal e vale muito a pena.  😉

Viagem realizada em outubro de 2017

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André Morato
André Morato
Nasci em Divinópolis, interior de Minas Gerais, onde moro atualmente. Sou solteiro, colunista, blogueiro, viajante, designer gráfico, agente de turismo... (Oferecimento: Bombril. 1001 utilidades!). Apaixonado por viagens e por fotografia. Viajei para vários lugares no Brasil e no mundo mas confesso, tem muita coisa que ainda quero conhecer. Criador e editor deste blog. Saiba mais...

2 respostas

    1. Oi Amanda.
      Dá pra conhecer os lugares sem a empresa de turismo, porém algumas atividades são exclusivas das agências, como o café colonial no fim do passeio.

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Sobre o autor

André Morato

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Sou digital influencer, designer gráfico, blogueiro, viajante e criador e editor deste blog, além de fotógrafo nas horas vagas.  Apaixonado por viagens, fotografia e gastronomia, mantenho, além deste blog, um perfil de gastronomia na minha região (O Casal de Divi) junto com minha namorada.

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