Por Felipe Henrique de Assis Miguel

Como tudo começou:

Resolvi pegar uma semana de férias, e só sabia que o destino seria fora do país. Não por falta de vontade de conhecer outras regiões do Brasil, mas sim por querer desde sempre, fazer uma viagem internacional. Como meu inglês não está ainda em nível “avançado”, preferi não me arriscar pros lados da América do Norte. E como também a grana não ta lá essas coisas, Europa tava fora de questão. Fui à agência CVC pra ver os pacotes e a opinião do agente. Em um primeiro momento, não gostei da idéia de ir pra Argentina, já que a primeira coisa que me veio à mente foi o quão eles são “simpáticos” com os brasileiros. Mas depois, o agente foi me convencendo, falando dos pontos turísticos e dos preços atrativos de marcas que aqui no Brasil são caras, assim como as comidas típicas de lá e a dança. Fiquei interessado. Então esse era o destino, Argentina! Fomos pra Buenos Aires eu e um amigo, já que minha namorada tinha trabalho de faculdade e não conseguiu tirar férias.

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Já em Buenos Aires:

Chegando lá, vi que Buenos Aires é muito mais do que tango, alfajor e casaco de couro. Ficamos em um bom hotel, o Bristol, que é 4 estrelas, com boa localização (ao lado do Obelisco, na Avenida 9 de Julho, o maior ponto turístico da cidade), perto de tudo.

Hotel Bristol

Hotel Bristol

Obelisco

Obelisco

 Cheguei na cidade por volta de 17 horas, e já estava anoitecendo. Não íamos ficar no hotel, apesar do cansaço; então saímos sem rumo pra conhecer as redondezas. A primeira coisa que me impressionou de cara foi o frio. Eu sabia que Agosto na Argentina não é quente, mas logo q pus os pés na cidade, vi que tinha levado pouca ou quase nenhuma roupa de frio. Por tal motivo, as pessoas lá se vestiam muito bem, de uma forma tão elegante que pareciam ter saído de casa pra ir ao Teatro Municipal, e não só ao trabalho ou à faculdade. Me impressionou muito. Uma observação: eu disse que as pessoas estavam elegantes, mas não disse que eram bonitas. Se você ta pensando em ir pra Argentina pra pegar mulher, você pode mudar seus planos, porque olha… (rsrsrsr, os risos são do editor)

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Praça em frente a Casa Rosada

Praça em frente a Casa Rosada

Essa galera da Argentina, homens e mulheres, se preocupam muito com a aparência. A maioria dos caras lá estavam usando cachecol, coisa que aqui no Brasil é taxado como esquisitice. Na cidade toda há muitas lojas de roupa para homem com essas peças. Os caras lá usam os indefectíveis mullets como corte oficial de cabelo, e é feio demais. As argentinas são muito magras. Elas têm, em geral, cintura reta, quadril estreito e sem bunda. Tenso!

Buenos Aires à noite

Buenos Aires à noite

Outra coisa que me impressionou lá, foi a quantidade de fast-foods que tem a cada esquina. Tanto Mc Donald’s, como Buffalo Grills, Burguer King e Subway, tem demais, quase um em frente ao outro e em muita quantidade. E o mais espantoso é que com tanta comida de altas calorias, a população é em média muito magra. Não me lembro de ter visto gente gorda la não.

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City Tour:

No segundo dia em Buenos Aires, saímos por um City Tour pela cidade, oferecido pela CVC, onde ficávamos no interior de um ônibus, e uma agente de viagens se localizava la na frente de pé, com um microfone em mãos, dizendo sobre cada ponto turístico. Nesse momento comecei a tirar fotos dos lugares, já que o ônibus não iria parar para descermos e conhecer de fato esses lugares (eu nem imaginava que no outro dia eu iria até alguns desses lugares a pé pra conhecer mesmo). Passamos pelo bairro da Recoleta, onde TUDO lembra a Europa, desde os prédios, até as ruas, as estátuas e os parques. Passamos por um parque onde tem uma escultura feita em material preto, um “busto musculoso” de um homem.

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Depois passamos pela faculdade de Direito, onde sua fachada lembra as construções romanas e gregas. Muito massa. E logo a frente, tinha a Floralis Naturalis; uma flor enorme de metal que durante o dia fica aberta e a noite ela se fecha, com uma tremenda iluminação, coisa que não presenciei, pois andei muito durante o dia, então não tive ânimo pra sair em Buenos Aires à noite. Passamos também pelo bairro da Bombonera, onde está o estádio do Boca Juniors, o qual não fiz questão de entrar, fiquei só na portaria e tirei foto com a estatua do Maradona.

Estádio "La Bombonera"

Estádio “La Bombonera”

Loja do Boca Juniors

Loja do Boca Juniors

Embaixada brasileira em Buenos Aires.

Embaixada brasileira em Buenos Aires.

Nem tive curiosidade em conhecer as baladas de lá, visto que os argentinos são muito espertos e fiquei com receio de ir numa boate e sei lá, acontecer alguma coisa, briga por exemplo.

Conhecemos alguns brasileiros lá, e no final do City Tour, já combinamos de sair no outro dia por nossa conta mesmo.

3° dia:

Os hotéis são perto um do outro, e os brasileiros que conhecemos estavam hospedados próximos do meu hotel. Fomos até lá e pegamos um táxi. Lá esse tipo de transporte é muito barato, mas tem q tomar cuidado pq os taxistas são espertos demais, dão volta quando o negócio é no próximo quarteirão. As ruas lá são muito longas e os lugares são longe um do outro. Já sabíamos onde queríamos ir, eu pelo menos tava afim de conhecer um tal de Jardim Japonês que pesquisei na internet antes de viajar e vi que compensava a visita, e por coincidência o casal de brasileiros que tava com a gente também queria ir lá, então partiu.

O Jardim Japonês é massa demais, transmite paz o lugar, fiquei de cara. O que mais gostei de lá foram as ‘carpas’, peixe de oriental, grande e gordo, com bigodes e de cores chamativas tipo branco, laranja, vermelho e preto. Nesse lugar também tinha um restaurante japonês, mas não entramos porque tinha muito lugar pra ir ainda.

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No city Tour do dia anterior, a guia disse que se você vai a Buenos Aires, você tem que conhecer o Teatro Municipal, então fomos até lá. Pagamos cerca de R$30,00 pra fazer a visita guiada pelo local; e na verdade, não achei tudo isso não, pois lá dentro não podia tirar foto, pois era tudo de ouro e mármore, cheio de frescura, e tinha uma moça que nos levava pelas salas do Teatro que falava um espanhol muito rápido, não entendia nada que ela falava. Dinheiro jogado fora, mas o lugar é bonito, sem dúvida.

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Durante esse terceiro dia, fomos as fábricas de couro, cashimier e Nike. Achei que compraria pelo menos um NikeShox lá pelo que todo mundo falava, lá era baratinho. Mas nem comprei, fiquei frustrado. Um tênis que aqui você pode comprar por R$600,00 de forma parcelada, la esse mesmo tênis custava cerca de R$400,00 só que a vista, aí dava no mesmo comprar la ou aqui. Fomos há uma loja de couro lá que me pareceu suspeita, pois na fachada da loja não tinha nada, nem nome, aí um guia chegou mais perto de uma porta minúscula, falou tipo uma senha por uma janelinha, aí entramos. Parecia que a loja se escondia da fiscalização, sei lá. Tudo muito caro lá também.

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4° dia:

Nesse dia, levantei cedo pra ir lá no bairro da Recoleta, onde estão a flor gigante de metal, o cemitério muito famoso lá, a faculdade de Direito e o parque com a escultura do “peitoral musculoso”. Pegamos um táxi e fomos; se não me engano, do nosso hotel até o bairro da Recoleta o táxi ficou em R$ 7,00, e era bem longe. Era tudo impressionante, desde a flor, até a fachada da faculdade de Direito. E claro, levei uma bandeira do Brasil pra tirar foto com ela em um dos monumentos deles, não ia perder essa chance..kkkk

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Fomos ao cemitério, e naquele momento estava acontecendo um funeral. Os guardas claro, não deixaram ter aproximação, mas o cemitério em si é massa demais, as estátuas, os túmulos, tudo muito bem feito, parecia que todos que estavam enterrados ali eram importantes porque era tudo monumental. Aliás tudo era monumental em Buenos Aires, em cada praça tinha uma escultura enorme, com homens em cavalos, anjos, etc. Não guardei o nome de todas as estátuas com as quais eu tirei foto porque foram muitas.

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A arquitetura da cidade é fascinante.

A cidade estava repleta de cartazes anunciando o “Dia Del Niño”, o dia das crianças local, que seria no dia 22 de Agosto.

A verdade é que o passeio em si vale muito mais que as compras! Eu gostei de caminhar pelas ruas lotadas e encontrar um monte de artistas de rua lá, o que não é muito diferente do Brasil.

Na verdade, o que mais gostei mesmo foi o Duty Free…kkk, barato demais…O bom de Buenos Aires foi que em muitos lugares eles aceitavam pagamento em Reais e isso facilitava já que não compensava ir toda hora numa casa de câmbio..

Fiquei em Buenos Aires de Terça até no Sábado às 3 da manhã, hora que fui pro aeroporto embarcar pro Brasil. A viagem valeu a pena pelo lugar e pela beleza da cidade. Mas se alguém me perguntar se eu volto pra lá, eu digo não. As coisas la são muito caras e eu tava despreparado pro frio. Se acontecer de eu ir lá em uma próxima vez, talvez eu goste mais, pois aproveitarei mais, terei mais “maldade” e já saberei onde comprar com preços bons.

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André Morato

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Nasci em Divinópolis, interior de Minas Gerais, onde moro atualmente. Sou solteiro, colunista, blogueiro, viajante, designer gráfico, agente de turismo... (Oferecimento: Bombril. 1001 utilidades!). Apaixonado por viagens e por fotografia. Viajei para vários lugares no Brasil e no mundo mas confesso, tem muita coisa que ainda quero conhecer. Criador e editor deste blog.
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